Compartilhando ou pirateando ?
Navios piratas orientados pelo vento e as estrelas, em busca de riquezas transportadas por navios comerciais, pilhavam tudo o que encontravam. Atualmente esse tipo de infração, subdivide-se em dois grupos: O que visa o lucro como antigamente, enquanto outro apenas compartilha arquivos por diversão. Nesse novo cenário a legislação está desatualizada e é ineficaz.
Os usuários internautas ao compartilharem músicas, filmes e programas que custearam são taxados de piratas e infratores da lei, mas fazem isso por diversão. Por outro lado, são poucos os que visam lucrar com a pirataria. Nada útil escapa desses diferentes perfis, nem os livros, antes considerados enfadonhos para digitalizar.
Antigamente os guardas-marinha antes conseguiam punir de forma mais eficaz, no entanto, com o mundo globalizado pela digitalização, torna-se insuficiente a legislação atual para tentar punir os infratores das ondas digitais, sejam os que visam lucro, ou, infratores por diversão. Se não bastasse a velocidade com que os arquivos são compartilhados, ainda há as políticas de privacidade dos servidores, que visam proteger os usuários cadastrados, baseadas na lei de seu respectivo país.
Infringir a lei agora não é mais tarefa dos piratas adultos e conscientes do que fazem. Não há mais idade para começar a piratear, pois a ilegalidade está ancorada no lar, em que os pais creem na normalidade e são coniventes quando ensinados pelos filhos a “crackear” programas, fazer “downloads” de músicas, livros digitais e filmes.
Agora através da pirataria com qualquer idade é possível ser infrator. As autoridades e leis responsáveis em punir crimes digitais são ineficazes, pois o compartilhamento de arquivos pela internet é globalizado e a legislação para esse tipo de “crime” está desatualizada, conseqüentemente os servidores hospedados em outros países tornam-se impunes.
Aborto em um país Cristão.
Após certa idade, a ideia de a vida vir da cegonha, torna-se inconcebível. A puberdade chega e os hormônios se afloram, agora eles são capazes de levar o ser humano a gravidez, que mesmo quando não planejada deve proceder, exceto quando constatado a existência de doenças graves no feto.
A anencefalia pode resultar no aborto natural, no entanto, se isso não acontecer a medida artificial é eticamente correta. Toda possível dor no feto, ou, materna serão menores se comparadas às decorrentes de um nascimento de risco.
Surpreendente é o número de abortos de fetos saudáveis, ainda alto devido ao não planejamento das gestações. Causadas em maior parte em consequência da falta de educação sobre sexualidade, que é encarada de forma imatura mesmo em um país de maioria cristã, religião que não apoia a interrupção da vida. Do que adianta bombardear a população com contraceptivos quando não se sabe o que é sexo ? Quando a vida e o corpo são desrespeitados ?
O estupro visa o prazer, e ignora em favor desse a dignidade da mulher, que será abalada por uma gravidez indesejável, ou, pelo trauma de ter dado o fim a uma criança inocente. Para evitar o aborto do feto e amenizar os danos psicológicos da mãe, o governo deveria tomar medidas de amparo às vítimas desse tipo de violência, pois ele é o principal responsável pela segurança do país.
Abortar é desrespeitar a vida , mesmo em uma gravidez proveniente da falta de planejamento, ou, de um estupro, exceto quando é constatado graves condições de saúde no feto. O genocídio de crianças inocentes é resultado de um país que diz ser cristão, quando na verdade não se preocupa com os danos da ausência de educação sexual.
Estética Estática
Os matemáticos descobriram a Razão Áurea, símbolo atual de perfeição estética, no entanto, a necessidade em manter a espécie por mais que primitiva ainda prevalece. O belo ideal não é estabelecido por uma constante, mas por variáveis ligadas à biologia, química e a cultura, que mudam com o tempo e são ameaçadas pelas mídias.
Padrões de beleza expostos nas passarelas mundiais, colocam homens e mulheres de encontro a números e medidas. A pressão psicológica é tão demasiada, que muitos se submetem a dietas e cirurgias prejudiciais à saúde, essas pessoas acabam se esquecendo que a beleza têm outras influências além das mídias.
O belo é relativo, e existe para através dele buscarmos parceiros ideais para mantermos a espécie humana, segundo o evolucionista Charles Darwin. Diferentemente de agora, na Era Glacial, mulheres “dotadas de lipídios” e homens fortes eram os padrões de beleza, pois esses sobreviveriam mais as condições climáticas da época.
Apesar da globalização do belo sustentada pelas mídias, as variáveis biológicas, químicas e culturais que estabelecem os padrões de beleza ainda continuam em constante mutação. No entanto, a pressão exercida pelas propagandas com modelos de nível áureo ainda influência cirurgias e dietas perigosas à saúde, tudo para entrarem no padrão estático de estética (pré)estabelecido.
Obesos livres.
O ministério da Saúde adverte: Fumar causa câncer – é um dos principais alertas publicitários televisivos. O qual não é o suficiente para conscientizar em totalidade os fumantes sobre o risco de vida eminente. Da mesma forma, insistimos em ingerir alimentos nocivos à saúde, atos que permitem o Estado agir com medidas preventivas, evitando prejuízos.
Considerando que a liberdade tem o seu custo, o Estado está interessado em cortar gastos desnecessários. Em oposição à obesidade dos norte-americanos, a qual não é tratada em hospitais públicos, passando os prejuízos da má alimentação aos bolsos daqueles que se consideram “livres.”
Isso demonstra, o interesse das autoridades em diminuir o gasto com o Sistema único de Saúde (S.U.S) e evitar as “epidemias” do Séc. XXI, como: O Diabete, Colesterol alto, Obesidade… Pois, em troca de prazer, muitas pessoas consomem alimentos nocivos ao organismo, esquecem-se dos danos futuros, que serão reparados, em maior parte, pelos serviços do Estado.
No entanto, muitos são contra à intervenção, mesmo a maioria das pessoas não tendo capacidade técnica o suficiente para saber o que realmente ingerem, recorrem à existência da liberdade.
Esta, que usada de maneira incoseqüente, traz danos à saúde. Caso não exista medidas preventivas, as “epidemias” tornar-se-ão evidentes, e prejudiciais ao Estado.