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Coexistir e não distinguir

Publicado em Redações por Felipe C. em Outubro 22, 2009

O pensamento humano surpreendeu o mundo com a Revolução Industrial, uma das primeiras grandes inovações na mecânica. A sociedade percebeu bem essa mudança, pois tiveram horas de trabalho (exaustivas) reduzidas para condições humanas, devido ao processamento de tarefas em série feito pelas  máquinas. As quais continuamos reinventando para suprir nossas necessidades, mesmo com os desafios da ética e dos direitos humanos.

Novos sensores e processadores surgem a todo instante fazendo com que os computadores sejam cada vez menores e a robótica avence.  Os robôs antigamente restritos aos desenhos começam a fazer parte de nosso cotidiano, gerando novas questões sociais como a possibilidade de um dia eles também serem uma nova raça inteligente.

Distinguir sensores de sentidos e processadores de pensamentos torna-se cada vez mais difícil. A única diferença que ainda  permanece intacta com todas essas revoluções é a vida (ainda morremos) diferentemente do que é representado pelo homem bicentenário que  torna-se “humano” para dar fim a sua eternidade.

Porém, o homem pós-humano mesmo que ainda mortal está sendo criado pela Medicina em conjunto com outras ciências. Pernas, braços mecânicos e tecidos epitelial sintéticos são exemplos de artifícios que permitem fazer transplantes para restaurar o corpo de pessoas gravemente acidentadas. No entanto, a aplicação e inovação dessas tecnologias também tornam possíveis construções de robôs semelhantes aos humanos que poderão ser o estopim de novos conflitos étnicos.

Em meio a uma nova sociedade composta de seres frutos de nossa inteligência tornar-se-á difícil distinguir quem é ou não humano além de enfrentarmos conflitos com essa nova raça. Gerada pelo Homo sapiens em seu desejo de eternidade.

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